Vitória / ES - sexta-feira, 25 de julho de 2014

Riscos e Complicações da Cirurgia Bariátrica

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 Riscos e Complicações da Cirurgia Bariátrica 

  1. Náusea e vômito;
  2.  Fístula (vazamento do conteúdo do estômago ou do intestino para a cavidade do abdômen ou pele); O grampeamento do estômago leva consigo o risco de rompimento da linha do grampo, que pode resultar em vazamento e /ou infecção grave (Fístulas). Isso pode exigir uma hospitalização prolongada com tratamento antibiótico e /ou operações adicionais;
  3.  O rompimento da linha do grampo também pode causar ganho de peso de longo prazo.
  4.  Embolia pulmonar (coágulo no pulmão);
  5.  Infecção;
  6.  Pneumonia;
  7. Atelectasia (colabamentos da base dos pulmões);
  8. Sangramentos;
  9. Hérnias;
  10. Distúrbios nutricionais;
  11. Alterações psicológicas;
  12. A banda ou anel aplicado pode causar complicações de obstrução ou perfuração, requerendo  intervenção cirúrgica;
  13. Há um risco de a bolsa esticar ou a banda ou anel romper ou migrar na saída da bolsa, permitindo assim que os pacientes comam excessivamente;
  14. Como em todas as cirurgias para perda de peso, uma nova internação pode ser necessária para reposição de líquidos ou suporte nutricional, se houver vômito em excesso e a ingestão adequada de alimentos não puder ser mantida;
  15. Inchaço abdominal e evacuação fétida ou gases podem ocorrer;
  16. Monitoramento rigoroso e vitalício quanto à má nutrição de proteína, anemia e doença óssea é recomendado;
  17. Em algumas técnicas é necessário um complemento vitamínico vitalício. Em geral, observou-se que se as instruções de alimentação e complemento vitamínico não forem rigorosamente seguidas, 25% dos pacientes desenvolverão problemas que precisarão de tratamento;
  18. As mudanças na estrutura intestinal podem resultar no aumento do risco de formação de cálculo biliar e necessidade de remoção da vesícula biliar;
  19. O redirecionamento dos sucos biliares e pancreáticos, bem como de outros sucos digestivos, para fora do estômago pode causar irritação intestinal e úlceras;
  20. Quando o duodeno é desviado, a má absorção de ferro e cálcio pode resultar na redução do total de ferro do organismo e uma predisposição para anemia por deficiência de ferro;
  21.  Mulheres já em risco de osteoporose, que pode ocorrer após a menopausa, devem estar conscientes do potencial para perda intensificada de cálcio no osso;
  22.  Pode ocorrer anemia crônica, devido à deficiência de Vitamina B12. O problema geralmente pode ser tratado suplemento de B12;
  23.  Uma condição conhecida como, "síndrome do esvaziamento rápido" ou “síndrome de dumping”, pode ocorrer como resultado do rápido esvaziamento do conteúdo do estômago para o intestino delgado. Às vezes, isso é desencadeado quando muito açúcar ou grande quantidade de alimento é ingerido. Embora não seja considerado como um sério risco para sua saúde, os resultados podem ser muito desagradáveis e incluir náusea, fraqueza, transpiração, fragilidade e ocasionalmente diarréia, após as refeições. Alguns pacientes não conseguem comer qualquer forma de doces, após a cirurgia;
  24.  A parte desviada do estômago, duodeno e segmentos do intestino delgado não pode ser facilmente visualizada, usando um raios-x ou endoscopia, caso ocorram problemas como úlceras, hemorragias ou malignidade.
  25.  Risco de morrer.

 

 

 

O que se esperar após a cirurgia?

 

Cada técnica resulta em uma perda média de peso, mas que depende muito de cada paciente e de um acompanhamento a longo prazo multidisciplinar.

 Abaixo é mostrado um gráfico, onde foram estudados quase 6.000 pacientes, dentre os quais alguns foram acompanhados por mais de 10 anos. Foram comparadas as perdas de peso entre as diversas técnicas cirúrgicas e um grupo controle não operado.

A técnica que mais obteve perda de peso foi a cirurgia de Capella " gastric by pass" e a longo prazo houve uma tendência a um reganho de peso em todas as técnicas, mas não chegando aos valores de peso antes da cirurgia.

 

 

Swedish Obese Subjects Study Scientific Group.Lifestyle, diabetes, and cardiovascular risk factors 10 years after bariatric surgery.N Engl J Med. 2004 Dec 23;351(26):2683-93 

 

Termo de Consentimento Informado da Sociedade de Cirurgia Bariátrica

 

data de atualização 31/01/2010