Vitória / ES - segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Hepatectomia

 Biópsia Hepática l Hepatectomia l Derivação Biliodigestiva

 


 

Hepatectomia

 

O que é:

 

É a retirada cirúrgica de parte do fígado.

 

Quando é indicada?

 

É realizada para tratamento de tumores primários de fígado e metástases hepáticas de outros tumores em casos selecionados (principalmente colo-retais e carcinóides).

 

Contraindicações mais comuns:

  • Função cardiopulmonar comprometida;
  • Desnutrição severa;
  • Função hepática comprometida;
  • Doença metastática extra-hepática;
  • Invasão da bifurcação da veia porta ou trifurcação das veias hepáticas;
  • Quantidade prevista de parênquima hepático restante < 1% do peso corporal.

Como é feita:

 

A cirurgia na maior parte das vezes é realizada por via aberta, através de uma incisão transversa na parte superior do abdome, acompanhando a curvatura formada pelas costelas. Após inspensão de todo o fígado e demais órgãos da cavidade abdominal é iniciada a cirurgia. Os vasos sangüineos que chegam e deixam o fígado são isolados. Após o controle vascular, a parte do fígado comprometida é retirada. Pode-se diminuir a necessidade de hemotransfusão durante a ressecção hepática utilizando técnicas de exclusão vascular, hipotensão controlada, aspiração ultrassônica, coagulação com argônio.  Ao final da cirurgia, um dreno é deixado próximo a superfície onde o fígado foi cortado, para monitorar sagramentos e vazamento de bile.

 

 

 

 

A videolaparascopia pode ser utilizada, dependendo da localização e tamanho do nódulo a ser retirado (cirurgia realizada através de pequenos orifícios na parede abdominal com o auxílio de uma câmera de vídeo e instrumentos especiais).

 

Assista a um video de uma hepatectomia esquerda realizada pelo Dr. Gustavo Peixoto. VIDEO.

 

A utilização de ultrassonografia transoperatória pode ser fundamental para a identificação correta da localização dos nódulos durante a cirurgia, assim como a relação destas com os vasos sangüíneos do fígado. Através deste exame, novos nódulos podem ser identificados.

 

Quanto tempo dura:

 

Em torno de 3 a 4h.

 

Recuperação pós-operatória:

 

No período pós-operatório imediato o paciente deve ficar na UTI (24h), para monitorização de sangramentos e função hepática. Quando estável, retorna para o quarto. A dieta é iniciada por via oral no segundo ou terceiro dia após a cirurgia, se o intestino estiver funcionando. Após a remoção cirúrgica de parte do fígado (em um fígado normal até 75% pode ser retirado), ele começa a se regenerar em 48 horas e atinge tamanho próximo ao normal em 4-6 semanas. A função volta ao normal em 6-8 semanas.

 

Tempo médio de internação:

 

7-10 dias

 Complicações mais freqüentes:
  • pneumonia;
  • trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar;
  • insuficiência hepática;
  • sangramento;
  • “vazamento” de bile pela superfície do fígado que foi cortada;
  • Reoperações podem ocorrer.
  

Atualizado em 08/11/2010