Vitória / ES - segunda-feira, 01 de setembro de 2014

Biópsia Hepática

 Biópsia Hepática l Hepatectomia l Derivação Biliodigestiva

  


 

A biópsia hepática consiste na extração de uma pequena amostra do fígado para seu exame ao microscópio por um especialista (patologista). Esta técnica e utilizada habitualmente para diagnosticar uma doença, embora nem sempre o tecido a extrair seja suspeito de estar doente. Este procedimento é realizado em ambiente hospitalar para garantir uma segurança maior ao paciente.

  

 Tipos de Procedimento

Diferentes procedimentos podem ser utilizados para a extração da amostra do fígado e será definido em função do objeto do estudo que o médico considere ser o mais útil para seu diagnóstico. Os tipos de biópsias hepáticas mais comuns e utilizados são:

1. Percutânea ou trans-parietal sob anestesia local

Em primeiro lugar se faz a desinfeccção da área da pele por onde se introduz a agulha e somente requer a aplicação de anestesia local.

A punção pode ser manual, conduzida pelo cirurgião ou por meio de um aparelho similar a uma pistola, o qual dispara e recolhe rapidamente uma agulha.

É obtida uma amostra com um tamanho entre 2 e 3 centímetros por um diâmetro aproximado de 3 milímetros. Por se tratar de uma amostra mais profunda do fígado, o numero de espaços porta conseguido permite ao patologista realizar um laudo mais representativo do fígado.

A biópsia é um procedimento relativamente simples, mas não é recomendável que seja realizada de forma ambulatórial. Pode acontecer algum problema com a anestesia local, ou algum problema hemorrágico, portanto é aconselhável que seja realizada no hospital.

Deve-se ter em conta:

Informar ao médico sobre possíveis alergias e sobre a história clínica.

Consultar o médico sobre a suspensão de medicamentos que possam predispor a sangramentos (anticoagulantes) como a aspirina. Não modificar a medicação que estiver fazendo uso sem consultar seu médico antes.

O paciente poderá ser hospitalizado após a biópsia executada se houver evidência de sangramento, um vazamento de bíle, pneumotórax (ar ou com gás no espaço pleural), ou algum outro órgão perfurado acidentalmente, ou se a dor do paciente for muito intensa e não melhorar com o uso de analgésicos por via oral depois da biópsia.

A biópsia é um procedimento seguro quando executado por operadores experientes. Embora o fígado tenha uma provisão vascular rica, complicações associadas com uma biópsia percutânea são relativamente raras.

Complicações secundárias depois de uma biópsia percutânea incluem desconforto localizado no local da biópsia, e dor que requer o uso de algum analgésico. Aproximadamente um quarto dos pacientes tem dor no quadrante superior direito do abdome ou também no ombro direito depois da biópsia. A dor normalmente é moderada.

Na verdade, pequeninos descolamentos da cápsula do fígado formando uma espécie de pequena bolha (hematoma sub-capsular) ou, às vezes, a punção de um canal biliar com o vazamento de bile pode produzir dores muito intensas.
Dor contínua, severa no abdômen poderia indicar uma complicação mais séria, como sangramento ou peritonites (inflamação da membrana que reveste as paredes das cavidades abdominais e pélvicas). O médico deve ser avisado se isto acontecer.

Os fatores de risco para hemorragia depois da biópsia são idade avançada, mais de três tentativas com a agulha durante biópsia, e a presença de cirrose ou câncer de fígado.

A taxa de mortalidade entre pacientes depois de uma biópsia percutânea é de aproximadamente 1 em 12.000. A mortalidade é mais alta entre pacientes que sofrem biópsias de lesões malignas. A cirrose é outro fator de risco para hemorragia fatal durante uma biópsia de fígado.

Outros métodos possíveis são: por videolaparoscopia, transjugular e “a céu aberto”.

2. Videolaparoscopia

Com a laparoscopia, sob anestesia geral, um instrumento iluminado (câmera) é inserido através de um pequeno corte (± 1,2 cm) na parede abdominal, junto ao umbigo. Os órgãos internos são afastados da parede abdominal com o gás carbônico, que é introduzido no abdômen. Uma segunda incisão (0,5 cm) permite a introdução de outro instrumento, que será utilizado para afastar outras estruturas, ajudar a “escolher” o melhor local para a punção, e permitir a conexão do bisturi elétrico, de forma a conter qualquer sangramento. A punção, idealmente, é feita exatamente nos mesmos moldes que foram acima descritos, com a única diferença que sob visão direta e com absoluto controle do sangramento. Os pacientes que fazem este procedimento por videolaparoscopia normalmente tem alta hospitalar no dia seguinte.

3. Transjugular

A técnica transjugular é utilizada por um radiologista intervencionista, e tem indicações bastante especificas. Por exemplo, quando o paciente apresenta grave distúrbio de coagulação e grande quantidade de líquido (ascite) no abdômen. Com este procedimento, um pequeno tubo é inserido na veia jugular, no pescoço, que é radiologicamente guiado até uma veia hepática, que sai do fígado.
Uma longa agulha é, então, inserida através deste tubo e dirigida até o fígado para se obter uma amostra do tecido. O pedaço de fígado é retirado perfurando-se a veia de dentro do fígado em direção ao meio do órgão.

4. “A céu Aberto”

Por último, a biópsia pode ser feita quando o paciente estiver passando por cirurgia ou, excepcionalmente, seu abdome pode ser aberto com o propósito exclusivo de se realizar a biópsia. É indicação de exceção.

 

Atualizado em 08/11/2010